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Proponent(s)
Jaime Andrade
Created Date
15-09-2019 23:59
Updated Date
04-08-2022 22:07
Supra Municipal
Culture

Counties:
Calheta , Câmara de Lobos , Funchal , Machico , Ponta do Sol , Porto Moniz , Porto Santo , Ribeira Brava , Santa Cruz , Santana , São Vicente
Deadline (number of months):
12
Budget (€):
550.000,00
Proposal title:
CRIAÇÃO DO NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO E DAS ALFAIAS AGRÍCOLAS (Ponta do Pargo - Calheta)
Proposal description:
A Educação Patrimonial A Educação Patrimonial deverá procurar estabelecer uma dedicação de toda a comunidade pelo seu património cultural. Desta forma ocorrerá um processo de aproximação da população ao seu património local, à memória dos nossos antepassados, aos bens culturais, de forma agradável e lúdica, devendo considerar todas as classes etárias e ser aplicada a qualquer bem cultural móvel ou imóvel. Assim, pretende-se a médio e longo prazo com alunos das escolas e com agricultores locais, fazer plantações de linhaça, a fim de desenvolver diversas experiências pedagógicas centradas na tecnologia tradicional do linho. Produção de linho na Ilha da Madeira A planta do linho, na Madeira e Porto Santo, durante séculos, fez parte da sua flora, como companheira inseparável do homem, sendo um fator de economia doméstica e matéria-prima para a indumentária confecionada pela mulher do campo. Dentro do arquipélago a situação das atividades artesanais de produção têxtil era muito diferenciada. O povo vestia-se de lã e de linho aviados na terra. O linho era semeado, colhido e tratado pelos processos tradicionais, fiado na roca ou na roda de fiar com pedal e tecido no tear caseiro, instalado geralmente na cozinha ou quarto de dormir. Sendo fiado e tecido no agregado familiar, constituía um bem legado de pais para filhos e chegaram a ser deixadas teias de linho em testamentos para filhos e para netos. Com o movimento da industrialização alteraram-se os hábitos e a economia rural, assim como as atividades linheiras tradicionais, vêem-se ultrapassadas pela produção de base industrial e vão-se gradualmente extinguindo como em Portugal Continental. Na Madeira, o cultivo da planta era feito geralmente em pequenas parcelas e a finalidade principal era também a de sobrevivência do agricultor e da sua família, não para a venda dos produtos excedentes, mas para confeção dos seus trajos de trabalho, domingueiro ou de sair à cidade, servindo ainda como modo de pagamento dos bens essenciais que fossem adquiridos. As exposições “OS TORMENTOS DO LINHO” e "A ROTA DO LINHO" em miniaturas, da autoria de Jaime Andrade, pretende dar a conhecer toda a tecnologia tradicional do linho recolhida e investigada na Freguesia de Ponta do Pargo – Calheta, entre 1985 e 2014 (dando lugar ao projeto de investigação no âmbito do Curso de Mestrado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica no Ensino Básico), onde qualquer visitante, seja turista ou residente na R.A.M. poderá ficar a conhecer todas as fases do cultivo da linhaça, a transformação da fibra, a tecelagem e alguns dos produtos finais do tecido de linho. Poderá também observar todos os objetos etnográficos necessários em cada fase desta tecnologia tradicional, da localidade da Ponta do Pargo - Calheta. Está disponível o Documentário “Os Tormentos do Linho”, em Português e Inglês, do qual fui também produtor (e formador dos elementos do Grupo de Folclore da Calheta), juntamente com o Eduardo Costa, Produções Audiovisuais e que demonstra todo o processo de transformação da fibra do linho. Todas as gravações do processo da tecnologia tradicional do linho ocorreram nas freguesias da Fajã da Ovelha (Cultivo da linhaça, Colheita, Ripagem, Joeirar a baganha, colocar o linho no lago, secagem, e execução das “maçadoiras”), Calheta –Estrela Abaixo (Maçar o linho, Gramar, Tasquinhar, Assedar, Fiar, Ensarilhar e dobar), Prazeres (Processo de Branqueamento do fio e do tecido, lavagem e secagem das meadas e do tecido, corar o tecido, Barrela, Urdir a teia, Montagem da teia no tear e tecelagem do tecido) e Fonte do Bispo – Cruzinhas (Apresentação dos trajes em linho pelo Grupo de Folclore da Calheta). As exposições itinerantes já foram visitadas por largas centenas de visitantes turistas, residentes, escolas e utentes de diversos Centros Sociais da Região, já esteve patente em quase todos os espaços públicos destinados à divulgação de eventos, tais como: Casa das Mudas da Calheta (Antigo edifício); Centro das Artes Casa das Mudas; Bombeiros Voluntários das Calheta; Centro Cívico do Curral das Freiras; Fórum Machico; Parque Temático da Madeira; Gare Marítima do Porto do Funchal; Centro Cultural e de Congressos do Porto Santo; Centro Cívico de Santa Maria Maior (Junta de Freguesia); Centro de Ciência Viva do Porto Moniz; Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos Centro Cívico do Porto da Cruz; Casa da Cultura de Santana; Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos; Aeroporto Internacional da Madeira (Piso -1); Escola Secundária de Pinhal Novo - Setúbal; EB123/PE do Curral das Freiras; Escola Secundária Jaime Moniz; EB1/PE com Creche do Lombo do Guiné; RTP Madeira (programa Madeira Viva) e Centro Cívico do Estreito da Calheta. A escassez de espaços adequados para uma apresentação/divulgação desta exposição com grande número de objetos etnográficos em tamanho real (inclui o tear de dois pedais), na Região autónoma da Madeira, e em especial no Concelho da Calheta, irá fazer com que as exposições corram o risco de ficarem armazenadas numa garagem onde ninguém poderá usufruir deste riquíssimo património cultural material e imaterial do nosso concelho da Calheta. Este município necessita urgente de uma Casa da Cultura onde os artesãos possam expor os seus trabalhos no âmbito do nosso património cultural material e imaterial, uma vez que a antiga Casa da Cultura (Casa das Mudas) foi integrada no Centro das Artes - Museu de Arte Contemporânea da Madeira, não sendo possível nenhum artesão expor os seus trabalhos de âmbito etnográfico, como são estas exposições etnográficas do nosso concelho. Ciente desta problemática, e numa época em que a Região autónoma da Madeira comemorou os 600 anos das suas descobertas, foi apresentada a proposta da criação de um espaço museológico ao Sr. Presidente da Câmara Municipal da Calheta, Sr. Carlos Teles, onde tornasse possível a preservação, divulgação e promoção da atividade linheira e das alfaias agrícolas não só da Ponta do Pargo mas também do Concelho da Calheta, atendendo a que esta atividade já se encontra extinta no concelho e quase extinta na Madeira. O projeto foi prontamente acolhido pela autarquia, sendo que o projeto da Criação do NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS será implementado pela Câmara Municipal da Calheta, nas instalações de uma das escolas do Primeiro Ciclo da Ponta do Pargo uma vez que a recolha foi realizada nesta localidade e fará todo o sentido permanecer na freguesia. Objetivos: - Promover o conhecimento de processos de trabalho artesanais relacionados com as tecnologias de transformação da planta do linho; - Contribuir para a compreensão das várias fases de transformação da fibra do linho e contribuir para a preservação e divulgação do património cultural da sua região; - Trabalhar a Educação Patrimonial e o Património Cultural nas Escolas; - Fortalecer a relação das pessoas com as suas heranças culturais, estabelecendo um melhor relacionamento destas com estes bens, conhecendo a sua responsabilidade pela valorização e preservação do Património; - Dinamizar junto dos agricultores da localidade onde o NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS ficará inserido, o cultivo da planta do linho; - Realização de ações de sensibilização/workshops acerca da “Tecnologia Tradicional do Linho”, destinada a toda a população e em especial aos docentes em formação pedagógica; - Dinamização de visitas de estudo ao NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS ; - Criação dos Serviços Educativos no NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS. - Promoção do NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS nas escolas como defesa do nosso património cultural material e imaterial. Público-alvo: - O NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS será destinado a todos os visitantes, quer residentes na Madeira, Turistas, Visitas de Estudo das Escolas (através de Serviços Educativos), Docentes e Estudantes Universitários interessados em fazer investigação, Centros Sociais, Lares de Idosos, Associações Culturais e Desportivas e para outras Instituições Públicas que demonstrem interesse cultural em conhecer um pouco da nossa identidade, da nossa história, das vivências do nosso povo. Localização: - O NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS ficará inserido nas instalações de uma das Escolas Básicas do Primeiro Ciclo na freguesia da Ponta do Pargo, Concelho da Calheta, por ser a localidade da investigação/recolha etnográfica, fazendo todo o sentido que estes objetos permaneçam na sua localidade de origem. Após audiência com o Sr. Presidente da Câmara Municipal da Calheta, ficou o compromisso de que o NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS ficará sedeado na Ponta do Pargo (posteriormente a autarquia confirmará oficialmente o imóvel através de documento autenticado, após diálogo com a Secretaria Regional de Educação). Neste espaço ficará patente ao público (num dos espaços) toda a tecnologia tradicional do linho desta localidade e das restantes freguesias do concelho da Calheta, associados aos trajes tecidos no tear, característicos das oito localidades do concelho da Calheta; outro espaço adequado para a apresentação dos meios de transporte (Carro de Bois, Carreta, Carro de mão) dos produtos agrícolas, dos adubos, das madeiras para a construção, da lenha para cozinhas os pratos característicos da localidade, do transporte da feiteira para a agricultura; o "Arado" para lavrar as terras, assim como todas as alfaias agrícolas associadas a cada atividade; outro espaço para apresentar os "Cestos em Palha de Trigo" característicos apenas nesta localidade da Madeira; espaço para mostrar a "Máquina de debulhar o trigo" e a "Ventoinha" com os seus utensílios de apoio à atividade; espaço adequado a outros objetos da nossa etnografia da vida quotidiana de outrora, assim como um espaço para a apresentação das dezenas de "Jogos Tradicionais" outrora utilizados pelas crianças, adolescentes, jovens e adultos. A proposta de implantação do referido núcleo aponta para a EB1/PE da Ponta do Pargo no Sítio do Salão de Cima, Estrada Regional 222, uma vez que se encontra na zona mais próxima ao Centro Histórico da Ponta do Pargo, e dista cerca de 120 metros do início da nova Via Expresso e a cerca de 50 metros o futuro Campo de Golfe da Ponta do Pargo, reunindo todas as condições para um bom desenvolvimento económico desta localidade outrora quase esquecida devido ao distanciamento quer aos paços do concelho, quer ao centro da capital da Madeira por dificuldades de acessibilidade. Outro aspeto relevante é o elevado decréscimo do número de alunos nesta escola (com cerca de duas dezenas) e o reduzido número de alunos por ano de escolaridade, é prejudicial para o desenvolvimento integral do aluno, não tendo a possibilidade muitas vezes de poder trabalhar em grupo, o que no futuro próximo, ao transitar de ciclo de estudos no ensino básico, poderá revelar dificuldades de integração entre outras. A proximidade da Ponta do Pargo à Fajã da Ovelha, através da Via Expresso será uma alternativa ao melhor rendimento e integração dos alunos desta escola com mais alunos do mesmo ano de escolaridade, aré porque a Câmara Municipal da Calheta adquiriu recentemente novas carrinhas de 17 lugares para fazer o transporte escolar, daí estarem reunidas as condições ideais. O desenvolvimento económico da freguesia da Ponta do Pargo passará pela construção/conclusão do Campo de Golfe e da oferta da criação do NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO LINHO e das ALFAIAS AGRÍCOLAS nesta localidade da Calheta, primeiro na Região Autónoma da Madeira!
Other Relevant Information:
NOTA: O Orçamento proposto (que será posteriormente apresentado com detalhe por técnicos da Câmara) irá depender do espaço deliberado pela autarquia, e das obras de requalificação que entretanto serão necessárias para adequar os espaços às necessidades dos objetos a apresentar ao público, como superfícies das paredes, tectos, piso, iluminação adequada, plintos, expositores verticais/vitrines, expositores horizontais/vitrines, outros suportes para diversos objetos, arrecadação para armazenar os objetos que não estejam expostos, espaço para manutenção/conservação dos objetos, Serviços Educativos, etc.